Escreveu não leu, símbolo!

Estou vendendo o peixe como comprei – e já, já vocês vão ver que a palavra “peixe” cai como uma luva nessa história. Enfim, o “causo” é o seguinte: por causa do alto grau de analfabetismo reinante no pedaço (alguns séculos atrás, é claro), as construções varsovianas eram identificadas através de símbolos desenhados ou esculpidos nas paredes externas. A casa de fulano tinha um ramo. A casa de sicrano, uma águia. A casa de beltrano, uma figura mitológica. Etc, etc (mesmo porque não sei o que vem depois de beltrano).

Com o tempo, coisa muito natural que acontecesse, os símbolos passaram a identificar atividades (algo como aqueles cilindros meio psicodélicos que, séculos depois, virariam cartão de visita dos barbeiros americanos). Mas voltemos a Varsóvia: apenas ouvida a história, o que é que o guia  mostra como exemplo?  Uma casa em frente com um imenso pelicano incrustado  na parede – um símbolo de caridade cristã que passou a identificar os médicos da cidade. Qualquer problema de saúde, bastava procurar uma casa com a ave de papo grande…

Achei divertida a coisa e, como um neurônio puxa o outro, lembrei-me imediatamente (na verdade, 8 horas depois, durante o banho) de um hospital de Bruges com o mesmo pássaro na parede: o St. Johns Hospital. Em seguida, girei um pouco por Varsóvia pra ver que outro bicho ia dar. E não é que deu! Fotografei vários símbolos, os mais interessantes dos quais eu posto aqui.

Mas não me perguntem o que significam. Nós só ouvimos o exemplo do pelicano – e assim mesmo de bicões (ai!) porque não fazíamos parte do grupo…

Comentários (9)

Carnaval em Varsóvia? Tem sim senhor!

Com a Denise e a Paula falando há séculos do carnaval da Pipa; a Majô voltando pra casa de uma maravilhosa viagem; a Flavia se esbaldando no Rio; e o Riq trabalhando arduamente; eu também não quis deixar a ocasião passar (literalmente) em branco.

Então trouxe para vocês, com exclusividade, o Carnaval de Varsóvia – onde ninguém rasga a fantasia… mesmo porque morreria de frio!

Marquês de Sapukaiowsky

Eu quero é botar meu floco na rua...

1º Prêmio, Categoria Luxo.

Só pra fechar: aí, quarta-feira de cinzas.  Aqui, quarta-feira totalmente branca.

Comentários (15)

Finalmente um lugar onde não preciso soletrar meu nome.

Repartição pública : só muda a língua.

Gê de gato; Érre de Raquel; Ípsilon de York; Ene de navio; Bê de bola; Éle de Lima; A de Ana; Tê de tatu. Foi assim que a vida inteira eu tive que “explicar” meu sobrenome paterno. Mas hoje, não.

Pode parecer bem pouquinho, mas chegar a uma repartição pública e não precisar s-o-le-t-r-a-r Grynblat quase compensou o fato de (ainda) não ter achado o que procurava. Uma sensação de estar em casa – eu que estou há apenas 24 horas no país!

Tradução, por favor?

E não foi apenas uma repartição. Foram três. Com a ajuda de uma polonesa de nome Graça. Graças a ela, cheguei muito perto de conseguir os documentos que procuro.


Finalmente, algo que entendo.

Mas só perto, infelizmente. O que me leva a concluir, com toda a segurança e nenhuma originalidade, que o serviço público guarda incríveis semelhanças – seja ele brasileiro, italiano, português ou polonês.

Nos três postos aos quais compareci, a primeira palavra foi sempre “não”.  E foi só graças à Graça (ops, tô me repetindo) que conseguimos passar do “não” ao “talvez”.

Nº 11, aniversário do meu pai.

Resumo da ópera (cujo teatro, aliás, fica aqui ao lado do hotel) é que deverei preencher uma requisição explicando o porquê de meu interesse nas informações solicitadas (ou seja, por que quero saber onde meu pai nasceu e morou…).

No problem. Já “estou startando” isso. Vou ter que esperar três meses, mas é sempre mais efetivo do que sair perguntando pelas ruas de Varsóvia: – o senhor conheceu o Henryk Grynblat?

Comentários (11)

Switch to our mobile site