Nem abriu e já é famosa!

A boutique Fivestory só vai abrir suas portas – e que portas! – dia 19 de abril. Numa town house da rua 69, no lado east, é claro. Roupas e acessórios masculinos e femininos top de linha. Luxury stuff, como se costuma dizer. Além de coisinhas, por assim dizer, para a casa e o bebê.

 

O nome é Fivestory, mas os andares parece que são só dois: subindo, adultos; descendo, casa e pimpolhos. Artigos importados, principalmente de Londres e Paris. A ideia é surpreender com peças exclusivas e de extremo bom gosto.

 

Vamos ver. Por enquanto, o que se pode fazer é elogiar a coragem de abrir uma boutique, por diferente que seja, numa época difícil e numa das áreas com mais boutiques por metro quadrado da ilha de Manhattan… :wink:

 

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Só dá Brooklyn!

Gentilmente surrupiado do amigo de todas as horas, Google.

Parece provocação mas o que posso fazer se tudo o que acontece de mais importante em New York nas áreas gastronômica e de shopping, está acontecendo no Brooklyn?!  Na verdade, a única coisa que posso fazer é curvar-me às evidências. E talvez rever aquela história de “I don’t do boroughs”. Afinal, a frase já ficou mais velha do que a série que lhe deu origem. Sex & the City, para quem não se lembra.

 

Mas sem perder o fio da meada: é só folhear as revistas e jornais que se ocupam do assunto para constatar que só dá Brooklyn. Melhor papelaria? Brooklyn. A Paper Source, que eu conheço de Georgetown. Melhor loja de sapatos, digamos, acessíveis? Brooklyn. A Shoe Market, que expõe mais de 50 marcas para não fazer feio em lugar nenhum.

 

Melhor loja de moda para homens? Brooklyn. A Goose Barnacle, cuja seleção de marcas é baseada em qualidade e durabilidade. A lista continua. Melhor loja de jeans? Brooklyn. A Brooklyn Denin Company, que trabalha com mais de 30 griffes e tem tudo organizadinho por marca, índice de desbotamento (se é que existe a expressão), e caimento (ou fit).

 

E olha que ainda não falei de restaurantes… O que tem pipocado de coisa boa por lá não é brincadeira. Sem falar dos clássicos. Peter Luger em primeiro lugar. Nada contra as churrascarias ditas brasileiras, mas a costela do Peter é para a tirar a gente do sério. E entre os novos locais, que tal um duplamente estrelado pelo Michelin? Estou falando do Brooklyn Fare… que o abrindoobico já tinha citado no passado. Isso para citar apenas um. Na verdade, são mais de 700 os locais dignos de nota no Brooklyn.

 

Quer dizer, o bairro está com tudo e não está prosa. Resultado? Vamos ter que tomar o metro B com mais frequência e esticar até o bairro que é três vezes maior do de Manhattan. E que começa a superar Manhattan também nas atracões.

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The mega book store is dead. Long live the small book store.

Nunca fui fã das mega-livrarias: as Barnes & Noble e Borders da vida. Foi a expansão delas que levou para o brejo centenas de pequenas e bem fornidas lojas. Verdade que, em New York, algumas ainda resistem bravamente. Como a Shakespeare & Co. Ou a Crawford Doyle, estrategicamente ao lado do Eat… Mas infelizmente são poucas as que se safaram rolo compressor das grandes cadeias.

 

Agora, vejam vocês, a história toma outro rumo. As lojas gigantes desaparecem uma depois da outra; e as pequenas e independentes botam as manguinhas de fora. Não que eu esteja feliz com o fechamento das gigantes; afinal, é sempre uma livraria que se vai. Mas fico feliz com a possibilidade de encontrar novas lojas, com personalidade própria, em vez da mesmice que eram as já citadas mastodônticas.

 

Bom, tudo isso para dizer que na Prince Street (exato, no SoHo, pertinho do Balthazar e  de tantos outros pontos de atração turística) existe a McNally Jackson Books. Eu sei que parece marca de whisky, mas é uma das livrarias mais descoladas do pedaço. Ou do pedação que é Manhattan.

 

Por quê? Bom, começa com a seleção de livros e revistas. O crème de la crème das várias categorias: fiction, non fiction, essays, poetry, travel, design, photography, etc, etc. E continua com o bom astral, o café (pequeno, é verdade) mas com Wi-Fi, e o subsolo com espaço para frequentes palestras e tardes/noites de autógrafo.

 

Todo mundo que vem a New York vai ao Soho, não é? Então, depois ou no meio das inevitáveis compritchas e passeios, dê uma passada na McJ. Você pode simplesmente respirar um ar mais cult; pode comprar um livro; ou ainda, surprise!,  pode imprimir em minutos o livro que você sempre quis publicar: basta trazê-lo num pen-drive. Mas, olhe lá, não exagere no número de cópias! Afinal, depois de ter corrido o SoHo, imagino que sua mala já esteja um pouquinho comprometida…

 

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Sai a Barnes & Noble, entra a Century 21.

Low cost chega ao Lincoln Center

Já registrei aqui no blog minha, vamos dizer assim, aversão às mega-livrarias. Mas, convenhamos, é sempre  melhor uma mega-livraria do que uma ponta-de-estoque. Digo isso porque a icônica Barnes & Noble do Lincoln Center vai fechar as portas no começo do próximo ano. Venceu o contrato do prédio, o proprietário deve ter pedido mundos e fundos pela renovação, e à livraria não restou outra saída senão o fechamento.

Em quem virá em seu lugar? Tchan, tchan, tchan, tchan… Ninguém menos do que a loja rainha do desconto: a Century 21. Exato, no lugar de prateleiras de livros, araras de roupa. E dá-lhe roupa! Tenho certeza que muita gente vai ficar feliz com a troca. Mas confesso que estou triste. Mesmo que fosse uma mega-livraria, era sempre uma livraria. E livro, até onde eu sei, continua sendo um artigo muito mais essencial do que moletom…

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Trazendo lixo de Paris.

 

lapoubelle

5.832 km depois...

 

Paris? Não sei se quero escrever sobre Paris. Talvez pudesse escrever sobre as exposições que visitei. Os filmes que vi. Os restaurantes que saboreei. Mas existe mesmo alguma coisa que já não tenha sido escrita sobre Paris? Outra opção seria lamentar a ausência do outono: pas de feuilles mortes! Mas nada disso. Vou escrever sobre algo inusitado que trouxe da assim chamada cidade luz (chamam ainda?!).

Mas antes o que já trouxe de outras viagens.

Como há 22 anos coleciono objetos e imagens relacionados com uma determinada classe de animais vertebrados, bípedes e ovíparos (mais exatamente, pelicanos) posso dizer com certeza que pelo menos 80% de minha coleção já viajou de um país para outro. Às vezes, pra mais de um. Os menores, confortavelmente instalados em alguma mala ou bolsa; já os maiores, verdadeiros “malas sem alça” que carreguei de um ponto a outro do planeta. Conto de um, que comprei no próprio atelier do artesão (Michelângelo) em Orvieto. O bicho, tá bom, a ave tinha mais de um metro de comprimento. Na verdade, essa era medida da base onde efetivamente se apoiava um pelicano de 60 cm de altura. Ele foi de carro pra Roma; de avião pra Londres; e de lá numa conexão para NY. Parecia um rifle embrulhado, mas felizmente a compra aconteceu antes do 9/11: quer dizer, ninguém criou problema. Exceto minha cara metade, ao fazer de conta que aquele estranho pacote não lhe dizia respeito.

Por que estou contando tudo isso? Porque no meu último dia em Paris – a poucas horas do fechamento da mala – achei um objeto de que estava à procura em NY desde junho: uma lata de lixo cor laranja. Sim, você leu certo: uma lata de lixo (para a cozinha). Na cor laranja. O tamanho? Grande demais para uma mala grande. Nenhuma chance, portanto, de caber na minha – pequena e já bastante ocupada.

Enquanto minha cara metade já iniciava seu processo de negação da realidade (eu não vira uma lata de lixo e muito menos estaria pensando em levá-la pra NY) consumei a compra e pedi à moça que providenciasse um pacote capaz de resistir ao delicados funcionários do setor cargas dos aeroportos de Orly e JFK. Enough said: ela prontamente produziu uma caixa, super-protegida por uma dupla camada de papelão. Não contente, me armei de duct tape, fechei tudo direitinho, criei uma alça… et voilá!  Ou melhor, voei aqui pra NY. O resultado disso? Uma cozinha muito mais bonita. E mais laranja.

 

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Contenha-se. Literalmente.

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Vou contar de uma loja que conheci em Atlanta em 1996, por ocasião das Olimpíadas. Não, não vou. Vou contar da filial dela que, anos depois, abriu em NY! Claro que muita gente já deve conhecer – mas é que gosto tanto da própria que não me contive em postar.

Chama-se The Container Store. E como o próprio nome já diz, ela contém tudo o que você pode vir a precisar pra conter suas inutilidades, quer dizer, suas coisas. Caixas, caixinhas, caixotes; gavetas, gavetinhas, gavetões; prateleiras, arquivos, embalagens para presentes; todo o material necessário para você enviar suas coisas pelo correio. Ou pra casa de mamãe, quando nada mais couber na sua.  Ou pra nova casa, em caso de separação…

E a loja projeta (gratuitamente, é claro) armários que você mesma consegue, na boa, montar. E eu assino embaixo dessa informação porque, tendo duas mãos esquerdas, sou uma nulidade para trabalhos manuais. Mas esses eu monto, sózinha, sem xingar muito.

Closet
E o interessante é que este mês, véspera das férias, a Container Store (que já são duas em Manhattan) está fazendo uma liquidação de artigos de viagem. Falei que ela também vende malas (que contêm nossa bagagem…)? E vidros, vidrinhos, potes, potinhos – tudo o que a gente precisa pra garantir a juventude mesmo longe de casa. E, claro, os travesseirinhos de avião, os cobertorzinhos (que algumas companhias aéreas já estão cobrando), etiquetas de identificação para nossas malas. Sem falar das necessaires….essas eu mostro na foto.

BeautyCases
E agora dá licença que vou guardar tudo o que comprei no exercício – sacrificado – de escrever esse post.

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