A chegada do outono vista da água.

Oficialmente o outono já começou, mas parece que ainda não avisaram as árvores. As de New York, pelo menos, continuam ignorando que suas folhinhas vão ter que mudar de cor. Deve ser um atraso natural, quer dizer, da natureza. O lado bom é que isso deixa mais tempo para todo mundo programar uma ida ao Central Park ou Connecticut ou, mais longe ainda, Vermont.

 

Esse ano, entretanto, acho que vou mudar. Vou olhar as folhinhas a partir do deck de um barco. Tá bom, não é bem um deck nem é bem um barco. É o New York Water Taxi, que esse ano vai fazer três viagens Hudson acima: dias 23 e 30 de outubro, e dia 6 de novembro. São apenas três domingos, depois baubau: as árvores, coitadinhas, vão ficar peladas até março/abril.

 

Os barcos partem às 12:30PM do Pier 17, South Street Seaport, e fazem uma escala às 12:50PM no Pier 84, West 44th Street. O preço, $ 45.00 por pessoa, com direito a chá e beverages. Mas também há um bar para quem preferir algo mais forte. O único problema é que os lugares são poucos e a natureza não espera.

 

Então, mãos à obra. O fall foliage é uma das grandes atrações da cidade. E, vista da água, pode ser mais atraente ainda.

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Lower Manhattan, cada vez mais Upper.

Dez anos depois do ataque terrorista às torres gêmeas, a Lower Manhattan está vivendo um verdadeiro renascimento. Basta ver o espaço que ela tem ocupado nas páginas de turismo, entretenimento ou culinária. O abrindoobico, sempre ou quase sempre atento, pinçou um ramalhete (bonito!) de opções menos conhecidas da assim chamada Baixa Manhattan.

Vamos começar por um passeio de barco, mas não os manjados Circle Line. Nesse  aqui, você veleja 90 minutos em volta da ilha na réplica de uma escuna do século XIX. A saída é na South Street Seaport. 

Dependendo da hora do dia, seu segundo programa pode ser cultural ou etílico. O cultural fica por conta do injustamente pouco lembrado National Museum of the American Indian, que cobre a América como um todo. Situado próximo do Battery Park, só o prédio já é um espetáculo. E o mais curioso é conhecer um pouco dos índios Lenapes, que venderam “Manahatta” para os europeus… a preço de banana.

Mais para o fim do dia, a pedida é o happy hour da Stone Street. É como se você estivesse numa cidade de praia sem praia. Mesas na calçada, mesas na rua, mesas em qualquer lugar onde couber uma mesa. E centenas de profissionais do mercado financeiro, às vezes comemorando, às vezes afogando as mágoas de alguma queda do Dow Jones.

Se você se entusiasmou ou se entusiasmar com essa pequena amostra de programação para a Lower Manhattan, o negócio é se hospedar por lá também. O Cosmopolitan, que todo mundo conhece, está em obras embora continue ativo. Mas vale também conferir o Gild Hall, na 15 Gold Street. O hotel pertence à cadeia Thompson, o que já é uma recomendação. Mas melhor ainda é o preço, que pode chegar a $ 179.00 nos fins de semana.

Então é isso: a próxima vez que você baixar em New York, talvez valha a pena dedicar um pouco mais de tempo à Baixa Manhattan.

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Uma aula de arquitetura. Num iate. Com champagne.

Uma câmera numa mão, taça de champagne na outra.

Até dezembro, semana sim, semana não, você vai encontrar algo diferente no Chelsea Pier (22 com a Hudson): um iate de madeira, inspirado nos modelos dos anos 20, que vai levar você num giro também diferente em torno da ilha de Manhattan.

É o “Round-Manhattan Architecture Tour”, administrado pelos membros da Associação Internacional de Arquitetura, seção Nova York. Você vai navegar o Hudson, o East River e o Harlem River. Um giro de 360 graus, cruzando 18 pontes, no conforto do ar condicionado, com champagne e  hors d’ oeuvres.

Enquanto isso, vai absorvendo os ensinamentos do guia de plantão – que é sempre um membro da associação, com profundo conhecimento da história arquitetônica da ilha e adjacências. De Battery Park até os Cloisters, você vai ficar por dentro das principais construções que compõem o pra lá de famoso skyline de Nova York.

Claro que, com tanta especificidade e conforto, o tour tem um preço. Mais exatamente, $ 75 doletas por pessoa. Salgado? Talvez seja por causa dos salgadinhos que, por esse preço, têm mesmo que se chamar hors d’ouvres…

Agora, falando sério: pra quem se interessa pelo assunto, o tour é uma oportunidade de ouro de conhecer Manhattan por um outro ângulo. E pra quem não se interessa, também. Champagne e snack num iate ao redor da ilha é um programa pra ser seriamente considerado. Olhaí o calendário até o final do ano: September 4, September 18, October 3, October 7, October 17, November 13, November 21, December 4, December 12.

Por que coloquei esse tour no meu blog? Porque a Daniela (@danibelgium) fez uma ótima sugestão: mostrar o máximo de coisas legais de se ver ou fazer nesta cidade maravilhosa – pra que todo mundo fique morrendo de vontade de vir para a VnVNY2011 ©.

Espero que esteja dando certo…

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Todos a bordo!

Navegar é preciso.

Começa esta semana, em Nova York, o que podemos chamar de estação das águas. De agora até o início de setembro, o Hudson e o East River vão estar coalhados de qualquer coisa que flutue: ferrys, barcos, barquinhos, water taxis, veleiros, etc.

O início “oficial” da temporada é a abertura da Governors Island Water Taxi Beach onde, além de sol e praia, você vai encontrar restaurantes, shows de música e todos os assim chamados entretenimentos de verão (lembrando que, pra mim, o único entretenimento de verão continua atendendo pelo nome de air conditioning).

Bom, mas voltemos para a água. O assunto que sempre vem à tona (hum!) nessa época é a criação de uma rede municipal de transporte utilizando os dois rios. Parece que agora vão começar a levar o projeto a sério. Aí, além de ônibus e metrô, vamos ter  também a alternativa aquática.

Primeirona eu, é claro! Já pensaram, ir para o trabalho de barco? Como já faz muita gente, aliás. Hoje são 100.000 os commuters que se utilizam desse tipo de transporte. Pouquinho ainda, é verdade, se considerarmos que na cidade transitam alguns milhões de pessoas por dia.

Enquanto a rede não é criada, aproveite o que já existe à disposição: os tradicionais “cruzeiros” em volta da ilha (sem incluir jantar, por favor!); os já citados water taxis pra Governors Island; o ferry pra Staten Island; o ferry pra Ikea; os barcos para os estádios dos Mets e dos Yankees; os ferries pra New Jersey. Não, ‘pera aí! Com todo o respeito pelos meus muitos amigos do além-Hudson, o que é que alguém iria fazer em New Jersey?!

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Todos no mesmo barco.

PaulaMauricio

A Paula , o Mauricio, e Cia. Ltda. vieram passear em NY. E, de todos os passeios pra fazer nesta cidade, nenhum supera o de barquinho – imagino que vocês já tenham percebido minha predileção aquática….  Mais ainda um passeio desses, feito ao “tarde” entardecer do verão americano. Então, a Paula comprou bilhetes no New York City Watertaxi para um roteiro que começa e termina no Pier 17 – aquele onde tem sempre o maior buxixo. E lá fomos nós…

BMW

Esse passeio, que custa $25.00 e dura aproximadamente 90 minutos, faz uma meia voltinha na ilha: sai do East River, dá uma entradinha no Hudson River, fica um tempinho parado na Estátua da Liberdade – onde a tripulação faz questão de ajudar todo mundo a tirar as melhores fotos possíveis –  retoma o East River e sobe até o decadente prédio da ONU oferecendo ângulos incríveis para fotos do BMW.  Não, não o carro.  BMW é a fórmulação mnemônica das três primeiras pontes do East River: Brooklyn, Manhattan e Williamsburg.

 

FinDistrict

 

Nossa sorte é que tínhamos tido tempo de conversar antes do passeio. Sim, porque como em quase todo programa turístico nesta cidade, o barco tinha um “animador”.  Um cara com um fôlego invejável que não parou de falar enquanto não contou – em verso e prosa – a história de NY inteirinha.  I-n-t-e-i-r-i-n-h-a e aos berros! E todos gostaram, menos nós. Eu topava tranquilamente pagar um pouco mais pra poder curtir o passeio em silêncio. Mas americano é assim: eles acham que precisam acrescentar emoção à emoção natural que todos já sentíamos.

ParqueER

Mas resistimos bravamente ao desagradável “atrapalhador” e não o deixamos estragar nosso passeio – muito menos a alegria de ter mais uma VnVzinha aqui em NY.

Nota da Redação : apesar de o sistema não mostrar, este post gerou comentários. Para ler, é só clicar Comentários no final do texto.

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