Monet no New York Botanical Garden.

Foto Dreamstime®

Não, não se trata de mais uma exposição do grande mestre do Impressionismo (se bem que haja dois quadros lá) mas sim de uma idéia inovadora: o transplante de seus jardins de Giverny para o Bronx.

Na verdade o que fizeram foi recriar, em versão reduzida, dois dos principais jardins que o pintor cultivou na sua famosa casa de campo do norte da França: um, mais tradicional e de inspiração francesa; o outro, mais fantasioso e de inspiração japonesa.

A surpresa começa já na entrada da “mostra”: uma das alas da Glass House se abre para uma recriação da Grand Allée de Giverny, com flores saindo pelo ladrão. E o que é mais maravilhoso: são flores alegadamente plantadas pelo próprio pintor, que mantinha tudo muito anotadinho.

E lá fora o desbunde continua, apesar de nem tudo ainda ter desabrochado. Os famosos waterlilies, por exemplo, imortalizados nas gigantescas telas do Orangerie, começam a abrir agora. São mais de cinquenta variedades, muitas delas “descendentes diretas” das que Monet plantou na França.

Claro que uma ida a Giverny continua sendo uma experiência inegualável, mas não me parece uma má idéia dar um pulo no Bronx. No mínimo, pela originalidade da idéia e pela dedicação que seguramente foi empregada. O problema é que, ao contrário das flores que curtem esse calor adoidado, eu costumo murchar no verão… :sad:

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Comidinhas com cimento.

Chega o verão, quer dizer, nem chega o verão e os nova-iorquinos enlouquecem. Qualquer pedacinho de verde vira parque ou praia. E quando não tem verde, eles vão de concreto mesmo. A prova maior disso é o Madison Square Eats. Num triângulo de cimento ao lado do Madison Square Park, mais exatamente na intersecção da Broadway, 5a. Avenida e rua 25, concentram-se este mês várias barraquinhas das mais descoladas eateries de New York. E, no pouco espaço que sobra, dezenas de mesas ao sol e ao mormaço inclementes.

 

Parece ser o maior barato, dada a afluência que vi sábado por lá. Mas eu, é claro, só fotografei e passei batido. Nada contra essas iniciativas, que trazem vida e colorido para a cidade. Mas o que não consigo entender é por que alguém comeria ali naquele aperto e naquele sol quando poderia, por exemplo, ir ao Eataly que fica a apenas 50 metros dali. Ou pelo menos curtir a sombra do parque ao lado.

 

A verdade é que, quando se trata de verão, eu não entendo mesmo. Prefiro um bom ar condicionado, de preferência em casa. De qualquer maneira, fica aí o registro da feirinha. Cujo endereço exato, aliás, é Worth Square. Se você gosta de calor, it’s worht it… :lol:

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A 5a. Avenida ficou (ainda) mais doce!

A Lindt acaba de inaugurar, no lado ímpar da 5a. Avenida, o que alguns veículos chamaram de sua “flagship chocolate boutique”.  Bom, mais do que depressa fui lá conhecer. Não, não foi bem assim. Na verdade, passei lá a caminho do teatro. Ainda bem, porque se tivesse ido especialmente teria voltado frustrada.

 

Não que a loja não tenha todas as delícias que o tradicional chocolatier suíço costuma produzir, mas simplesmente porque de “flagship” o endereço não tem nada. É simplesmente mais uma das cinquenta e tantas lojas que a empresa mantém no país. Bem fornida, bem sortida, mas nada de diferente.

 

Flagship ou não, a notícia importante é que agora você tem Lindt nos dois lados da 5a. Avenida: a “antiga” no lado par (número 692); e a nova no lado ímpar (número 665). O que significa que vai ser mais difícil resistir à tentação, pois meu truque de andar só no lado ímpar acaba de ir para o brejo… :wink:

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Um livro seu na biblioteca.

Se você sempre quis ter um livro seu numa biblioteca, seu sonho acaba de se realizar. Graças  ao Sketchbook Project, da Brooklyn Art Library, qualquer criança ou adulto, profissional ou amador, pode preencher um livro de 32 páginas e arquivá-lo nas estantes da instituição.

 

Até agora, a Brooklyn Library já recebeu mais de 12.500 obras de 130 países. Como é que funciona? Muito simples: você vai até lá, paga $ 25.00 e recebe o compêndio com 32 páginas em branco. Aí é só criar: desenhos, histórias, colagem, fotos, o diabo.

 

Se não quiser fazer in loco, também não precisa. Basta acessar o site e fazer o pedido: depois de receber a base em branco, você cria sua obra. Num segundo momento, ela é fotografada e digitalizada pela própria instituição. A única coisa é que  esse serviço online vai lhe custar 30 doletas adicionais.

 

Mas vale a pena, como se pode ver pelo acervo da Digital Library, que é o braço digital do projeto. Eu, pelo menos, fiquei interessada. Verdade que não sei ainda como preencheria as 32 páginas, mas também não deve ser difícil. Afinal, a essa altura da vida, quem é que não tem histórias pra contar, fotos pra mostrar ou papelada para colar…? :wink:

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Paris fazendo escola…

Alguns anos atrás, o prefeito de New York visitou a França para conhecer a experiência parisiense com as bicicletas compartilhadas. Segundo ele, o sistema não seria adequado  para o traçado urbano de New York. E a coisa ficou por aí. Mas não é que, por algum motivo ou fato novo, o Bloomberg mudou de idéia? Em julho, as primeiras 420 dock-stations serão inaguradas em Manhattan.

 

No total, serão 600 bike-share stations, com um total de 10.000 bikes. A maior “frota” de bicicletas compartilhadas dos Estados Unidos e uma das maiores do mundo. Nas seguintes áreas: Midtown, Lower Manhattan, Brooklyn, e futuramente parte do Queens.

 

Como funciona? Infelizmente, via membership: você terá que pagar $ 95.00 por ano para poder usar as duas-rodas quantas vezes quiser, mas nunca mais de 45 minutos por vez. Superado esse tempo, o usuário terá que pagar extra.

 

Mas se é membership, não entendi como é que a coisa deverá funcionar para os turistas! Uma grande interrogação, enfim. Outra é a que vem dos moradores da ilha, já que as stations vão roubar ainda mais parking spaces.

 

Espero que tudo isso se resolva, pois a idéia é ótima e já provou que funciona em inúmeras cidades nos cinco continentes. Todo mundo pedalando, fazendo exercício, e poupando o planeta. Eu também entraria nessa mas, por mais que tenha pesquisado, ainda não encontrei confirmação de que triciclos também serão disponibilizados… :wink:

 

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New York: o lixo e o luxo.

O verão começou com tudo em New York. E o que me faz concluir isso, mesmo que eu fosse imune à subida do mercúrio – coisa que infelizmente não sou! – dizia, o que me faz concluir isso é a sujeira que já se acumula nos pontos mais frequentados da cidade. Ontem, por exemplo, fui ao teatro. Theatre District, portanto. Ou, mais popularmente, Times Square. Bom, além das zilhões de pessoas circulando na área, já estava lá, indefectível, uma das dezenas de feirinhas de verão. O estado em que se encontrava a rua, em torno de 7 da noite, era indescritível. Os containers de lixo nas esquinas, então, eram  montes de lixo com um container dentro…

 

Não quero dar uma de patrulheira, mas é impossível evitar comparações. E não precisa escolher muito, não. São Paulo, Tóquio, Paris, Madri, Lisboa, etc, etc. Qualquer uma dessas capitais dá banho numa comparação com a Grande e Suja Maçã. Sim, eu sei que receber mais de 10 milhões de commuters por dia não é fácil. Sim, eu sei que receber mais de 50 milhões de turistas por ano não é fácil. Mas sei também que a grana que esse pessoal todo põe aqui seria mais do que suficiente para manter a casa em ordem. Ou melhor,  a casa limpa. Sem falar na grana preta que a gente paga de imposto.

 

Manhattan infelizmente é isso: a limpeza imaculada de certas áreas (vai-se entender por que…) alternando com a imúndicie de várias outras. Às vezes, ando de manhã em Sutton Place, perto da casa do secretário geral da ONU. Me pergunte se tem sujeira na rua? Não só está sempre tudo limpo como a gente ainda cruza com garis de vassoura e aspirador nas mãos. Então, seo Bloomberg, é só levar esse serviço para as áreas que mais precisam! Ah, sim, aproveite e dê uma geral no metrô também.

 

New York sem dúvida continua a ser a capital do mundo, ainda transbordando de luxo em várias áreas. Mas o desleixo tem aumentado e infelizmente não dá mais para esconder embaixo do tapete. Feio isso. Mais ainda para um prefeito bilionário que está cumprindo seu terceiro (exato, terceiro) mandato. Acorde, seo mayor! :shock:

 

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Bloomingdale’s incluída na diária!

Olha aí, pessoal.  Uma dica para quem está no mode consumo, o que deve incluir mais ou menos 80% da população brasileira.  O Hyatt Hotel, da Lexington com a E48th, criou uma promoção chamada Bloomie’s Shopping Package que é digna de nota.  Ou, no mínimo, digna de uma notinha aqui no abrindoobico.

Você se hospeda no hotel, que tem uma kitchenette em cada apartamento, com todas as vantagens que isso possa oferecer (imagine comprar umas comidinhas no Eataly…), e ainda ganha o pacote da Bloomingdale’s que, aliás, fica a uma walking distance do seu apê.

O que consta do pacote? Vamos lá: um gift card de $50.  Uma consulta com o personal shopping consultant da loja. Uma carteira VIP de couro, recheada com ofertas e presentes.  Um all-day savings pass que lhe dá 15% de desconto durante sua estada e um brinde especial se você gastar mais de $300.  Ah, sim, também tem delivery grátis no hotel. E para aliminar o cansaço provocado pelas inúmeras compras, você ainda ganha uma soothing hand and arm massage no spa Jo Malone.

De volta ao hotel, as mordomias continuam: café, chá e snacks grátis o dia todo no Lexington Lounge.  E dicas de compras da cidade inteira por um concierge escolado no assunto.

A promoção do Bloomie’s Shopping Package vai até o final do ano, mas eu não esperaria muito para decidir.  Sabe por quê? Enquanto você pensa, já tem outro brasileiro ligando para o hotel…  :wink:

 

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Restaurante Chinês bom e bonito.

Foto comprada na Dreamstime ®

Como vocês provavelmente já saibam, há milhares e milhares de chineses cursando as várias IT schools dos Estados Unidos. Milhares! Mas infelizmente parece não haver muitos interessados em escolas de gastronomia. Pelo menos é o que se conclui olhando a reduzida lista de chefs e restaurantes chineses na cidade. Bons resturantes, quero dizer, e não botecos incompetentes e anti-higiênicos.

 

Por tudo isso, é com muito apetite, ou melhor, é com muita alegria que passo a falar do Café China, que há alguns meses abriu suas portas na East 37, entre a 5a. Avenida e a Madison. O primeiro impacto é a decoração, cujo tema é Shangai antes da Segunda Guerra. O segundo é a qualidade do cardápio do chef Lu Ziqiang. Cozinha Sichuan, portanto um pouco spiced. Mas só um pouco, para você não perder o sabor dos demais ingredientes.

 

São 75 itens no cardápio: do dim-sum (yummy!) ao pato, passando por coelho, porco, tofu, noodles, vegetais, etc. Com destaque para o tradicional molho ma la e o mapo tofu. Não sou fã de nenhum dos dois, mas os jornais só têm tecido elogios a esses dois staples da cozinha de Sichuan. Para mim, o importante mesmo é ter mais um bom restaurante chinês na ilha. Além de saber que eles têm dim-sum, é claro… :wink:

 

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