Nova-iorquinos trocam quatro rodas por duas. Às vezes, por três.

Todo mundo pedalando

É cada vez mais comum, em Nova York, encontrar homens e mulhers na direção de bicicletas ou triciclos. Indo para o trabalho ou para as compras; levando os filhos para  a escola; passeando; carregando pequenas cargas; usando enfim esse eco friendly veículo como principal meio de transporte.

Claro que ainda é uma reduzida, minúscula, irrelevante parcela da população – mas são justamente aqueles que ditam tendência. Costumo vê-los da janela de meu busão (eco friendly também!) a caminho do trabalho. Tribeca, Soho, West Village, esses lugares onde vivo dizendo que quero morar um dia.

Se conseguir isso, o próximo passo é aprender a andar de bicicleta, falha imperdoável na formação da pessoínha que vos fala.  Aliás, vejam o que aconteceu outro dia no parque: quando perguntei pro moço  (que aluga bicicletas) se ele teria um modelo com as rodinhas de treinamento, ele riu na minha cara. Deve estar rindo até agora…

Sério, agora. Os trikes são uma graça, mas não são tão baratinhos assim. Como se costuma dizer no Brasil, “estão na faixa” de 3 mil doletas. E as “montadoras” começam a se multiplicar: Worksman Cycles ou Rolling Orange, por exemplo, estão desovando bikes e trikes num ritmo surpreendente.

Claro que esse novo hábito não é a “solução da lavoura” (cheio de aspas meu post de hoje!) pois se trata de um produto sazonal. Quer dizer, rodam a cidade do início da primavera até meados do outono. Depois são encostados onde o pouco espaço permitir. E aos seus conscienciosos proprietários não resta outra solução senão voltar a poluir Manhattan. Ou então dividir o busão comigo.

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