High Line, agora mais comprida.

 

 

 

Uma das grandes novidades do verão de New York: vai ser inaugurada a nova seção da High Line, o Minhocão (perdoem-me a comparação) que corta o Meatpacking District. Ainda não há data certa, mas no começo de junho o prefeito Bloomberg deverá cortar a fita inaugural.

Assim que isso acontecer, os novaiorquinos – e principalmente os turistas – vão descobrir um pedaço de High Line completamente diferente do anterior. O projeto vai da W 20th até a W 30th e, segundo os arquitetos que cuidaram do paisagismo, o objetivo foi fazer algo que contrastasse com o dinamismo da cidade: um lugar íntimo, tranquilo, onde o visitante possa esquecer um pouco de seus afazeres (ainda se fala afazeres, certo?).

Agora só fica faltando a 3a. seção, que deverá ir da W 30th até a W 34th. A entidade sem fins lucrativos que cuida do elevado acredita que o sucesso do novo percurso vai fazer pingar as doações necessárias para que a coisa se realize. Afinal, mais de 2 milhões de pessoas visitaram o local o ano passado. Um número para o qual o Brasil deve ter contribuído significativamente: toda vez que vou ao High Line encontro alguém falando nossa língua…

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Uma aula de arquitetura. Num iate. Com champagne.

Uma câmera numa mão, taça de champagne na outra.

Até dezembro, semana sim, semana não, você vai encontrar algo diferente no Chelsea Pier (22 com a Hudson): um iate de madeira, inspirado nos modelos dos anos 20, que vai levar você num giro também diferente em torno da ilha de Manhattan.

É o “Round-Manhattan Architecture Tour”, administrado pelos membros da Associação Internacional de Arquitetura, seção Nova York. Você vai navegar o Hudson, o East River e o Harlem River. Um giro de 360 graus, cruzando 18 pontes, no conforto do ar condicionado, com champagne e  hors d’ oeuvres.

Enquanto isso, vai absorvendo os ensinamentos do guia de plantão – que é sempre um membro da associação, com profundo conhecimento da história arquitetônica da ilha e adjacências. De Battery Park até os Cloisters, você vai ficar por dentro das principais construções que compõem o pra lá de famoso skyline de Nova York.

Claro que, com tanta especificidade e conforto, o tour tem um preço. Mais exatamente, $ 75 doletas por pessoa. Salgado? Talvez seja por causa dos salgadinhos que, por esse preço, têm mesmo que se chamar hors d’ouvres…

Agora, falando sério: pra quem se interessa pelo assunto, o tour é uma oportunidade de ouro de conhecer Manhattan por um outro ângulo. E pra quem não se interessa, também. Champagne e snack num iate ao redor da ilha é um programa pra ser seriamente considerado. Olhaí o calendário até o final do ano: September 4, September 18, October 3, October 7, October 17, November 13, November 21, December 4, December 12.

Por que coloquei esse tour no meu blog? Porque a Daniela (@danibelgium) fez uma ótima sugestão: mostrar o máximo de coisas legais de se ver ou fazer nesta cidade maravilhosa – pra que todo mundo fique morrendo de vontade de vir para a VnVNY2011 ©.

Espero que esteja dando certo…

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New York faz bonito. De novo.

A nova jóia arquitetônica da cidade atende pelo nome de Cooper Union for the Advancement of Science and Art. O edifíco, desenhado por  Thom Mayne da Morphosis de Los Angeles,  fica no East Village. Mais exatamente, na 3a. Avenida entre as ruas 6 e 7. Bem na frente da Cooper Square, da qual emprestou o nome.

CooperUnion1

Apesar de fazer parte de uma entidade privada, o Cooper Union College, o prédio é pródigo em espaços públicos – uma tendência cada vez mais acentuada na cidade. Do ponto de vista de forma, alguém já o comparou a uma armadura medieval. Outros, à mesma armadura medieval – só que de um cavaleiro que acabou de receber um golpe de lança… Eles se referem, é claro, às grandes fendas que “welcome” a luz no interior do prédio.

É o que acontece toda vez que se inaugura um projeto mais ousado: tem que goste e tem também o contrário (o que no fundo é bom porque, convenhamos, unanimidade é um tédio). Na sua próxima visita a NY, confira: ele tem recebido críticas e elogios a torto e a direito. Principalmente a direito – mesmo porque é à direita que fica o também controverso velho prédio da Cooper Union Foundation. Que a fachada do novo reflete, talvez numa justa homenagem.

CooperFoundation1

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