Um app pro teatro.

Lançaram ontem em New York, depois de uma temporada de sucesso em San Francisco e Los Angeles. O nome é ScoreBig Daily e por enquanto parece que, além do website, só funciona com iPhone. Brevemente, também com Android e vizinhanças.  “Mais um app…” todo mundo vai dizer. Sim, mais um app. Mas parece que de extrema utilidade, pelo menos para quem gosta de teatro mas se assusta com os preços.

 

A mecânica é simples: uma espécie de Priceline para a Broadway, se bem que ele funcione também para concertos e eventos esportivos. Todo dia, às 9 da manhã, o app posta de 3 a 6 espetáculos e você faz seu lance baseado na dica que eles dão. Se você ganhar, bom espetáculo! Se você perder, é só esperar três horas e tentar de novo via app. No website, você tem que esperar 24 horas.

 

Segundo a companhia, a economia média é de 42% do full price ticket. E nunca menos de 10%. A única coisa chata é que você não sabe exatamente o que está comprando. Quer dizer, o app não diz onde é a poltrona: só avisa se é lateral ou se é lá em cima no pombal (rimou!). O lado bom é que o app também tem uma assim chamada social media feature. Se você, por exemplo, tuítar a sua compra, seus amigos também podem dar lance com grandes chances de sentar próximos de você.

 

Ainda não experimentei, mas pretendo fazê-lo e dar notícias. Se alguém experimentar antes, por favor não esqueça de abrir o bico. Quer dizer, enviar seu comment. :wink:

 

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O fim da Judy Garland.

Vi recentemente End of the Rainbow, a nova peça da Broadway cujo título é uma ironia cruel com a música-símbolo da retratada na história: Judy Garland. Uma peça chocante, impactante, delirante, e tantos outros adjetivos nessa mesma linha que você queira acrescentar.

 

Estou longe, longíssima, longérrima de ser uma expert em Broadway, mas devo dizer que poucas produções me tocaram tanto quanta essa. O enredo é muito simples e narra uma das inúmeras tentativas da menina prodígio de Hollywood de retomar a carreira interrompida pelo álccol e pelas drogas.

 

Tudo acontece numa suite do Ritz Hotel de Londres e no Club em que ela se apresenta. O texto é eletrizante e faz o coraçãozinho da gente dar saltos nas mais de duas horas de duração da peça. Mas o que marca mesmo mesmo é a interpretação da Tracie Bennett (que já havia feito o papel em Londres). A impressão que dá é que ela não interpreta: ela realmente encarna a personagem. Tipo “baixou o espírito”. E o resto, quer dizer, o restante do elenco também é brilhante.

 

Bom, não vou contar mais. Só vou deixar aqui minha comovida recomendação. Sim, eu sei que  todo mundo vem a New York para se divertir, espairecer, assistir a um musical, a uma comédia, etc. Mas por essa peça vale a pena você abrir uma exceção.  E se o argumento ajuda, também não faltam músicas nos 138minutos do espetáculo. E é como se a gente estivesse vendo a Judy Garland cantar. Movida a álcool e a drogas.

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Bonnie & Clyde, agora roubando na Broadway.

Quem é que não se lembra do filme Bonnie & Clyde, com Warren Beatty & Faye Dunaway nos papéis principais, e dirigido magistralmente por Arthur Penn? Claro que muita gente não se lembra, pois o filme é de …1967. Mas certamente ouviu falar. Ou viu na tevê. Ou alugou na locadora. Ou na Netflix. Ou baixou de algum site pirata… Enfim, acho que todo mundo, de um modo ou de outro, is familiar com a dupla mais charmosa e mais sangrenta do cinema.

 

Pois agora eles estão na Broadway, mais exatamente num musical da Broadway. Atirando, roubando, matando e ao mesmo tempo arrancando elogios da crítica e do público. Ainda não fui (pois essa época mal dá para andar ali em Time Square) mais já está na minha lista.

 

Pelo que li e vi, não é uma superprodução, mas há talento em cada mínimo detalhe. E a história obviamente é um prato cheio para cenógrafos e figurinistas. Como vocês se lembram (não?) a história de passa durante a época da Grande Depressão, período em que a economia americana foi para o fundo do poço (mais ou menos como agora…). E a dupla, para levantar uns trocados, assaltava bancos com a mesma facilidade com que hoje a gente saca dinheiro de uma ATM. Tudo com muita classe, muita elegância, e muito romance envolvido.

 

Não vou contar o fim, é claro. Se bem que não fica muito difícil imaginar. Só posso dizer que não é exatamente o que você veria no Rei Leão ou no Homem Aranha

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A temperatura abaixa, os bons programas aumentam.

Outono começando e já começam a pipocar as fall attractions de New York.

 

Na Broadway, o tititi (ou buxixo, pois nunca sei qual é o mais usado) é a versão musical de Bonnie & Clyde. Quem viu o brilhante filme de Arthur Penn de 1967 (que eu só assisti 10 anos depois…) pode estar torcendo o nariz, mas acho que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Deu pra entender, não é?

 

Ainda na Broadway, alguns revivals que só confirmam que, quando você não tem nada novo para dizer, mande ver um replay. Aí estão: Godspell e On a Clear Day You Can See Forever. A segunda, sem dúvida, eu quero ver. Mesmo porque o filme também é um clássico. Sem falar da música. Diretor do filme, o Vincent Minelli que, de famoso diretor, acabou virando “o pai da Liza Minelli“. E no elenco o Yves Montand e a Barbra Streisand, além de um jovem promissor chamado Jack Nicholson. Vamos ver o que vem no teatro.

 

No cinema, vem aí o filme do Polanski, Carnage, baseado no livro da Yasmina Reza. Na cidade propriamente dita, o buxixo (ou o tititi?) é a reabertura do Joe’s Pub na Lafayette Street, um dos mais famosos nightspots da ilha (que, ursa que sou, pouco conheço).

No Lincoln Center, volta o White Light Festival que a essa altura já deve estar sold out. Música, como dizem os organizadores, com a capacidade transcendental de iluminar nosso universo interior. Não é pouco, não é?

 

E deixo para o fim a principal atração, que deverá brilhar não só no outono mas principalmente no inverno: a baixa temperatura! Bem-vindo, outono!

 

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Quando Outubro Vier…

Vejo folhinhas e temperatura caindo.

O título do blog é um trocadilho com uma clássica comediazinha de Hollywood: Quando Setembro Vier. Tão clássica que infelizmente muito pouca gente se lembra… De qualquer maneira, serve para eu começar a dizer que, quando outubro vier, New York vai estar bombando nas várias artes que fazem dela the capital of the world! Senão, vejam só.

No teatro, vamos ter Al Pacino (O Mercador de Veneza);  Vanessa Redgrave e James Earl Jones (Driving Miss Daisy); Patti LuPone (Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos). E, é claro, o Homem Aranha de Julie Taymor (que ‘inventou” The Lion King).

Nas artes plásticas, o Whitney Museum abre as portas para a mais importante exposição de Edward Hopper dos últimos anos. Só isso já seria um motivo para visitar New York. Mas tem muito mais. Até o provocatório Jeff Koons: Exaltations, com fotos impublicáveis do pintor com sua então porno-esposa, Cicciolina.

No cinema, vamos ter o 41º filme de Woody Allen, com Josh Brolin; a infância de John Lennon (com Kristin Scott Thomas); a estréia de Phillip Seymour Hoffman na direção (Jack Goes Boating); a história do Facebook; Diane Keaton fazendo dupla com o indiana jones Harrison Ford (Morning Glory); e uma pá de outros títulos.

Na televisão, acho que não preciso citar mais do que o esperado Boardwalk Empire (HBO), a época da Lei Seca vista pelo gênio de Martin Scorcese.

Na dança e na ópera, também não acredito que precise me estender além dos 27 espetáculos que antecipam o Nutcracker do New York City Ballet (Jerome Robbins, Balanchine e Millepied, para citar três). Ou O Anel do Nibelungo, a produção de 16 milhões de dólares do Metropolitan Opera

E a coisa continua em áreas que vão da culinária (o Eataly de Mario Batali a todo vapor) à arquitetura (as torres gêmeas finalmente deixando o chão) aos livros (Philip Roth, Michael Cunninghan, Bob Woodward, etc) à informática. Aqui, arrisco um chute. Mas é só um chute: o novo ipad. Mais ainda porque a Samsung acaba de lançar seu Galaxy Tab

Enfim, quando outubro vier, que venham também os antenados no que existe de melhor em New York. Ah, sem falar que outubro traz o outono, quer dizer, as folhinhas amarelas, quer dizer, o frio… Êba!

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