Luzes, câmeras, empregos.

Centenas de profissionais que perderam o emprego com o fim de Law & Order, devem estar batendo palmas. E devem estar batendo palmas também aqueles que nunca entederam como é que Seinfeld e Friends pudessem ser filmados na Califórnia.

É que, graças a incentivos e insenção de impostos, a cidade vai ser palco de 23 (exato: vinte e três!) novas produções. Além de 22 pilotos, que também podem se transformar em séries. E isso sem falar em filmes. Men in Black III, por exemplo, prossegue a todo vapor.

O segredo de NY? Primeiro, a ajudazinha do Prefeito Bloomberg, é claro. Mas também a diversidade étnica e a riqueza arquitetônica. E, eu acrescentaria, aquela fumaçazinha que sobe do metrô… Onde é que você vai encontrar isso senão em NY?!

Mas nem todo mundo está feliz. O moradores das áreas preferidas pelas troupes, como Tribeca e Brooklyn, estão por aqui (tô colocando minha mão na altura do nariz) da confusão que essas gravações acabam provocando. Aglomeração, ruas fechadas, explosões, the devil.

Já eu, fico com a turma do aplauso. Gosto da cidade e gosto mais ainda de vê-la através dos olhos de tantos competentes profissionais. Não é verdade que parece tudo mais bonito? Três exemplos recentes: Blue Bloods, Damages e Nurse Jackie. E um exemplo do passado: no inesquecível L&O, as escadarias do Palácio da Justiça apareceram trocentas mil vezes – mas nem por isso me cansei de vê-las.

Um comentário final: o novaiorquino é sempre cool com relação a tudo isso. Como se fosse a coisa mais natural do mundo cruzar, por exemplo, com o Michael Douglas trocando tiros com algum policial. Eu, porém, fico entre a coolness e a inevitável macaquice-de-auditório. Como é que é isso? Fácil: também finjo que é a coisa mais natural do mundo sentar com a Glenn Close num café do Soho, mas os dedinhos no twitter ficam comendo solto…

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A Bloomingdale’s nunca teve uma vitrine tão gostosa.

A notícia estava sendo cozinhada desde abril, mas a data finalmente saiu do forno: em setembro, a Magnolia Bakery inaugura loja na Bloomingdale’s. No térreo, é claro, com entrada pela 3a. Avenida. Horário? Todos os dias, das 7:30 da manhã às 10:00 da noite. E dá-lhe cupcake!

Já é a 5a. Magnolia na cidade, mas parece que ela não vai reinar sozinha no pedaço. Sua rival, Sprinkles, já tem uma filial na Lexington, entre a 60 e a 61.

Qual escolher? Se você foi uma seguidora de Sex & the City, seja coerente e vá de Magnolia. Mas se a sua praia é mais Hollywood, fique com a Sprinkles, que se abalou lá de Beverly Hills para adoçar um pouco mais Manhattan.

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Era uma vez um bar chamado Oak Room…

Photo by Hannah Whitaker for the New York Magazine

Cento e quatro anos depois, o Oak Room do Plaza Hotel fecha suas portas. E dessa vez não é como o fechamento temporário de alguns anos atrás. Dizem que é mesmo para valer. O motivo? Parece que são vários, a começar do nível de ruído que estaria incomodando os hóspedes, desculpem-me, os moradores do Plaza – já que o famoso cenário do Home Alone virou home de fato, com preços cheios de zeros.

Mas voltando ao bar. Adeus martinis. Adeus manhattans. E, pior de tudo, adeus emprego para um batalhão de bartenders e demais funcionários. Parece que a única coisa que vão conservar é o imenso mural que, por décadas e décadas, foi pano de fundo de famosas e menos famosas libações alcoólicas.

Mais um ícone da cidade que vira história. Mas, cá entre nós, melhor virar história do que algum hard rock cafe da vida…

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Termômetro nos 40º? Cerveja geladinha.

Serviço público do abrindoobico. Com New York tomada por uma onda de calor senegalesco, nada melhor do que rever a relação dos principais beer gardens da cidade.

Para começar, o que talvez seja o mais antigo deles: Bohemian Hall & Beer Garden  em Astoria, Queens (completando um século esse ano).

Mas há endereços mais novos e mais próximos. O mais badalado, o Biergarten, no sofisticado Standard Hotel, ao lado  da High Line. Dizem que é a melhor seleção de cervejas, salsichas e pretzels da ilha. Ah, além de mesas de ping-pong para você se aventurar enquanto bebe.

Saindo de Manhattan de novo, vale a pena conhecer o Loreley no Brooklyn. Aqui, além da cerveja e da salsicha, você pode saborear também um extenso cardápio de pratos alemães.

Ainda no Brooklyn (puxa vida, tudo acontece lá!), o Der Schwarze Kölner  com mesinhas na calçada. Dirigido por alemães, frequentado por alemães, o local tem dezenas de cervejas e iguarias… adivinhem de que nacionalidade?

Também fora de Manhattan, mas em Long Island City, fica o Studio Square . É o maior deles, além de ser um garden de verdade, com árvores e tudo mais. A desvantagem é que se trata também de um sports bar, com os indefectíveis televisores ligados. Ah, sim, e tudo um pouco misturado: cerveja alemã e salsicha convivendo com buffalo wings,  sushi, mojito, sangria… Mas não é que tem atraído gente? Filas na porta…

Para terminar, algo menos convencional: Shanghai Tide, no Flushing, Queens. Na verdade, é um restaurante. Com a diferença de que, por apenas 26 dólares, você pode comer e beber durante duas horas. As cervejas? Budweiser ou chinesa. Um pouco unusual? Concordo, mas é sempre uma alternativa às onipresentes cervejas e salscihas da Bavária.

Parece que nos próximos dias a temperatura vai cair um pouco, mas uma cerveja (seja ela da Bavária ou de algum cantão da China) continua caindo bem.

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Grand Business Station.

Já faz alguns  anos que a Grand Central Station decidiu embarcar numa sofistication trip. Mercado chic, wine shop, livraria, gift shops, etc – tudo de muito bom nível. As lojinhas tipo camelô acabaram dando lugar para uma Magnolia Bakery, Pylones ou Papyrus da vida.

Já estava bastante bom, mas parece que a diretoria desse que é um dos maiores landmarks da cidade ainda quer ir além. Cada vez que vence o leasing de algum cantinho, não basta o infeliz inquilino tentar renová-lo, mesmo que ele esteja disposto a pagar mais. A direção exige que ele participe da concorrência com dezenas de outros interessados. E sem nenhuma regalia por ter ocupado a moita durante, let’s say, 20 ou 30 anos…

Na verdade, o objetivo da Grand Central Station é fazer o público esquecer que se trata de uma estação. Como assim? Exatamente assim: ela quer ser um mall onde, por coincidência, passam alguns trens. Por isso estão apostando no re-styling do local. O mesmo processo de upgrade pelo qual já passaram outros landmarks (Bloomingdale’s, anyone?).

Voltando pra Grand Central, duas notícias fresquinhas (uma delas já antecipada aqui no blog). A primeira: a direção acaba de recusar a maioria dos 300 comerciantes que “aplicaram” para a famosa feirinha de natal. Motivo: lack of sofistication. A segunda: semana que vem, o mesmo board decide se a Apple vai realmente passar a fazer parte do pedaço. Sabem em qual local? O balcão que dá vista para o átrio central.

É sofisticação que não acaba mais. E, a continuar nesse ritmo, daqui a pouco eles começam a comercializar as plataformas – e os commuters que turn themselves…

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Blogagem Coletiva – Umas tanto, outras nada. Mariana.

Arraial D'Ajuda. Foto Mariana.

Semanas atrás, numa tweeting conversation entre a Cláudia, Natalie, Carina, Patricia, Carmem e eu, surgiu a ideia de listar os lugares que cada uma considerava “viu-tá-visto”. Aí a conversa evoluiu e dedidiram fazer também uma segunda lista – com cidades ou países para onde voltariam sempre. Como a idéia parecia boa, uma comentou aqui, outra comentou ali… no fim,  a notícia se espalhou e conquistou dezenas de adeptos. Diante disso, decidiu-se fazer uma blogagem coletiva.

 

Com a palavra, a Mariana (Merel).

 

Primeiramente, agradeço à Marcie pelo espaço e gentileza e parabenizo os trips que inventaram essa brincadeira tão legal, mas tão legal, que aos 45 do 2º tempo fiquei morrendo de vontade e resolvi participar também.

Aí vão minhas eleitas! E as não-eleitas, as well.

REPETECOS

 

Minas Gerais – Vale um estado? Minas me dá vontade de visitar todo fim de semana. Quando pequena ia sempre a São Lourenço, e ano passado estive pela primeira vez em Belo Horizonte. Dois dias não foram o suficiente para curtir o tanto que eu gostaria da capital. Adorei conhecer o Mercado Central, com todas as suas gostosuras; ficar até amanhecer na pista d’A Obra, dançando clássicos dos anos 80; passar o dia naquela lindeza que é o Inhotim… e descobrir que em Minas existem muito mais tipos de biscoito de polvilho do que eu jamais poderia supor. O Inhotim por si só já seria razão para retornar muitas vezes, mas quero voltar para conhecer Tiradentes. E tenho um dia que ir ainda a Mariana (vaidades…) e à Serra da Canastra.

 

New York by Merel.

Nova York – Eu queria gostar menos dessa cidade, eu juro que eu queria, mas é mais forte do que eu. Não é meu “tipo” de lugar pra turistar não, mas Nova York me dobra, me dá uma rasteira que só ela. Porque tem muita coisa pra fazer, e você nunca sai de lá tendo feito tudo o que gostaria. E, ainda por cima, consegue ser bonita a danadinha. É uma cidade grande e bonita. Covardia.

 

Paraty. Foto Mariana.

Paraty – Pousadinha, mar, jeito de interior e cachaça. Precisa de mais alguma coisa? Fui a Paraty duas vezes, iria ainda muitas outras e faria de novo tudo o que já fiz. Acho tão bonitinha aquela cidade que tenho vontade de abrir bem os braços e tentar ver se ela cabe dentro. Gosto do jeito relaxado, um lugar de mar que não tem desfile de moda. Que se conserve assim.

 

Paris – Eu não queria conhecer Paris. Não conseguia entender o que todo mundo via naquela cidade. Que clichê! Romance, Torre Eiffel, macarrons — tédio! Mas eu fui pra Europa, e o roteiro do mochilão acabou me conduzindo pra lá, por simples conveniências de itinerário e hospedagem grátis. Logo na chegada, num entardecer de outono, vi o Sena e todos aqueles tons de azul-petróleo… e chorei. Ponto pra Paris. Preciso voltar porque não comi macarrons. Não só por isso, claro. Pelos croissants também.

 

Bahia – Vale um estado, de novo? Posso repetir tudo que falei de Minas, colocando um pouquinho de dendê. A Bahia me parece inesgotável e as duas vezes em que estive lá senti uma felicidade tão grande que me pego aqui rindo, só de relembrar. Acho que o único outro lugar que me fez chorar quando cheguei, além do Sena, foi o Quadrado.

 

 

UMA VEZ E TÁ DE BOM TAMANHO

 

Cruzeiro – Tá, cruzeiro não é lugar. Se bem que, no fundo, meio que é. Enfim. Fazer cruzeiro mais de uma vez acho que só com um bom motivo, como por exemplo o Roberto Carlos no Emoções em Alto Mar. (Estou brincando, gente. Quer dizer, talvez não esteja.)

 

Bariloche – Para quem não é aficionado por esportes na neve, uma experiência desse gênero já está mais do que suficiente, né? Fui na idade certa, com 7 anos, e me diverti muito na viagem. Mas sei que hoje em dia não me encantaria tanto quanto me encantei lá atrás.

 

Amsterdã – Não me levem a mal, eu adorei Amsterdã. Mesmo. Mas não acho que seja uma cidade que me peça para revisitá-la. A viagem coube direitinho dentro dos dias que dediquei a ela, e na verdade eu acho que me diverti tanto que talvez seja melhor guardar as memórias como elas estão.

 

Estocolmo – A cidade é linda e era um grande sonho conhecê-la. Mas achei a atmosfera pouco acolhedora e, sei lá, as cidades para mim são as suas pessoas também. Não posso dizer que me decepcionei ou não gostei da visita, mas gosto de me sentir um pouco mais bem-vinda onde vou, e isso não cabe aos prédios, aos barquinhos e nem ao smörgåsbord.

 

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Blogagem Coletiva – Umas tanto, outras nada.

Semanas atrás, numa tweeting conversation entre a Cláudia, Natalie, Carina, Patricia, Carmem e eu, surgiu a ideia de listar os lugares que cada uma considerava “viu-tá-visto”. Aí a conversa evoluiu e dedidiram fazer também uma segunda lista – com cidades ou países para onde voltariam sempre. Como a idéia parecia boa, uma comentou aqui, outra comentou ali… no fim,  a notícia se espalhou e conquistou dezenas de adeptos. Diante disso, decidiu-se fazer uma blogagem coletiva.

Como se costuma dizer no idioma de Shakeaspeare, with me there’s no perhaps. Meu mapa-múndi se divide em três categorias muito simples: os lugares NEVER WILL; os lugares NEVER AGAIN; e os lugares AGAIN AND AGAIN. Mas como a idéia aqui é só fazer duas listas, vou deixar de lado os lugares NEVER WILL (o que tem a vantagem adicional de não despertar a ira do Gabriel Britto…).

Então vamos aos lugares NEVER AGAIN, lembrando que não tenho nada contra eles. Simplesmente não pretendo voltar, pois o tempo é escasso e o mundo é grande demais.

Bruxelas. No fundo, no fundo, a famosa capital da União Européia e sede da OTAN se resume a uma praça. Vi-tá-visto (a não ser que a Daniela requisite minha presença…).

Viena. Antiga capital do império austro-húngaro, com palácios, parques, teatros, cafés, wiener schnitzel, sachertorte, apfestrudel, Sissi-a imperatriz, etc, a cidade parece ter tudo para conquistar. Mas não me conquistou. Que fazer? Simples: vi-tá-visto.

Montreal. Com Toronto de um lado e Quebec de outro, quem quer voltar para Montreal? Not me.

Budapeste. Foi a crise econômica? Foi a infeliz escolha de hotel? Foi a época do ano? Não sei. O que sei é que a cidade ficou muito aquém de minha expectativa.

Cracóvia. A segunda cidade da Polônia se insere na mesma categoria de Bruxelas (cidade-praça). Com a agravante de ficar mais longe. Enfim, fui, vi, tá visto.

E agora, tchan-tchan-tchan-tchan, os lugares AGAIN AND AGAIN:

Disparada na frente, Paris. Pelos motivos óbvios: a baguette, quer dizer, a beleza. O paté, quer dizer, a história. O vinho, quer dizer, os museus… Em segundo lugar, Madri (basicamente pelos mesmos motivos). O terceiro lugar? Elementar, meu caro Watson: Londres, a capital da diversidade. E,   last but not least, a gracinha de Lisboa.

Na mesma categoria AGAIN AND AGAIN, mas ocupando uma posição toda especial no coração de quem escreve essas mal traçadas linhas, enfileiram-se Roma, onde morei e da qual guardo gratissimi ricordi (tirando o calor, é claro);

Roma, bella Roma.

Sydney, por sua (não encontro nada melhor do que esse antigo clichê) beleza sem par. Mais o clima, a gente e o mar. Até rimou.

Sydney

Spoleto, pela concentração de séculos de história numa área menor do que o Ibirapuera. Sem falar da cozinha umbra…

Spoleto

Istambul, recém descoberta e felizmente com muito ainda por descobrir.

Istambul

Strasbourg, disputando pescoço a pescoço com Spoleto no quesito história e beleza.

Strasbourg

San Francisco, uma Sydney com menos fuso horário, de onde nem o prometido Big One consegue me afastar.

 

San Francisco

E, para encerrar, Nantucket: a ilha que, de tanto gostar, tenho até ciúme de  falar a respeito.

Nantucket

Ah, já ia me esquecendo: existe também uma categoria híbrida, que é o NEVER-AGAIN-SÓ-QUE-AGAIN-AND-AGAIN. Representante máximo, Miami: a cidade-somatória de tudo que não gosto, a começar do calor. Sempre digo que não volto mas, por trabalho ou circunstância, estou sempre voando para lá. Ainda bem que ali pertinho tem Fort Lauderdale

 

 

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Blogagem Coletiva: Umas com tanto, outras com nada. Lena.

Antuérpia. Foto Lena Máximo.

Semanas atrás, numa tweeting conversation entre a Cláudia, Natalie, Carina, Patricia, Carmem e  Marcie, surgiu a ideia de listar os lugares que cada uma considerava “viu-tá-visto”. Aí a conversa evoluiu e dedidiram fazer também uma segunda lista – com cidades ou países para onde voltariam sempre. Como a idéia parecia boa, uma comentou aqui, outra comentou ali… no fim,  a notícia se espalhou e conquistou dezenas de adeptos. Diante disso, decidiu-se fazer uma blogagem coletiva.

 

Com a palavra, a Lena Máximo.

 

 

Quando vi por alto a conversa no twitter sobre cidades de uma vez só versus cidades de muitas vezes, que começou (acho) com as opiniões dos trips sobre Viena (onde muitos não querem voltar uma segunda vez), parei um minuto para pensar.  Será que eu tenho alguma cidade na minha lista para onde não quero voltar de jeito nenhum? Hummm…. Assim de sopetão só conseguia pensar em uma: O Havre, na Normandia.  Em Viena mesmo, eu estive uma única vez e acho que não fiquei nem 24 horas! Então não cheguei a esgotar a cidade e voltaria a ela com prazer, principalmente como parte de um roteiro englobando outras cidades que desejo conhecer. Na verdade, gosto de acreditar que voltarei a maioria dos lugares que visitei, mesmo aqueles de mais difícil acesso.

Aí pensei mais um pouquinho… Não valem aquelas cidadezinhas sem nenhum atrativo turístico, né? Daquelas onde a gente foi parar totalmente por acaso. Pensando então apenas nas cidades ou lugares onde fomos como destino e não de passagem, só porque estavam no meio do caminho.  Acho que algumas simplesmente cortamos por causa da distância e do custo que significaria uma volta até aquele lugar repetido, quando poderíamos investir em um lugar novo com a capacidade de nos surpreender.  Isso acontece principalmente com as cidades ou lugares que chamaria de “cenário” ou “cartão postal”. São lugares como Foz do Iguaçu, Lençóis Maranhenses,  Amazônia, Pisa, Bruges, Fiordes Noruegueses, várias praias, etc.  Foi, viu o cartão postal, tá visto. Será?

Eu não me importaria de ir novamente a Foz do Iguaçu, para acompanhar alguém querido. Mudaria um pouco o passeio ficando no hotel das Cataratas e fazendo aqueles passeios de bote que não fiz da outra vez. Os Lençóis Maranhenses eu considero um dos lugares mais especiais que existem. Adoraria voltar se não fosse tão longe e difícil de chegar. Poderia incluir uma área onde não estive da primeira vez, como Santo Amaro. Já a Amazônia é um lugar onde várias viagens são possíveis. Se da primeira vez passei por Belém (para onde iria de novo!), Marajó, Santarém, Alter do Chão e Alenquer, da próxima iria para Manaus e algum hotel de selva.

Trancoso. Foto Lena Máximo.

Quanto às praias, aí o critério é totalmente subjetivo.  A princípio não voltaria a Galinhos, nem São Miguel do Gostoso, a não ser que fosse de passagem , no meio de uma “road trip” entre Natal e Fortaleza. Ou seja, não pegaria um avião de São Paulo para Natal apenas para passar uns dias em Galinhos. Mas pegaria MIL  vezes um vôo para Porto Seguro, apenas para ir a Trancoso e Arraial d´Ajuda. Tipo do lugar onde não precisa ter nada para fazer;  a contemplação basta! Seja da paisagem, seja do Quadrado ou da lua que nasce atrás da igreja ;-)

Aruba seria um lugar que viu tá visto. Mas e aquele mar azulzinho tão mais perto de casa do que o Oceano Indico ou Pacífico? Iria de novo e incluiria Curaçao e Bonnaire, onde não fui da primeira vez. Voltaria também a Fernando de Noronha, Pipa, Maceió, rota ecológica e talvez a Jeri, que amei, mas é meio longe e difícil de chegar. Mas com certeza ela seria cotada para um réveillon especial!

Às vezes, cidades que não eram nada simplesmente acontecem! Caso de Tiradentes, por exemplo. Fiz o circuito das cidades históricas de Minas há muitos anos. Beeem turisticamente falando.  Adorei Tiradentes, mas passei apenas algumas horas ali. De lá pra cá, Tiradentes passou a ter Festival de Cinema, Festival de Gastronomia, etc. etc. Claro que gostaria de voltar, mas da próxima vez quero ficar lá. Nada de sobe e desce em ônibus para ver 5 cidades!

Quando morei no Texas como estudante de intercâmbio, tive oportunidade de passar uns dias em San Antonio, que eu nunca tinha ouvido falar e adorei! A cidade é uma belezinha, mas nunca pensei que um dia eu voltaria a pisar naquele Paseo Del Rio. Mas não é que muitos anos depois, fui visitar um casal de amigos em Dallas (outra de uma única vez) e acabamos indo passar o réveillon em San Antonio? Ou seja, coisas acontecem… Não precisaria ter voltado e a cidade não me pareceu nem um pouco diferente, mesmo 17 anos mais tarde.

Porém,  já me aconteceu de voltar para uma cidade onde absolutamente não tinha nenhuma intenção de voltar, mesmo tendo gostado bastante da primeira vez,  e experimentar uma sensação bem diferente.  Ninguém pensaria em voltar uma segunda vez a Saint Paul de Vences, exatamente por ser um cartão postal, um presépio. Eu voltei,  após 17 anos e me surpreendi  novamente! Achei muito diferente.  O tempo quando não muda os lugares, muda a gente!

A propósito, o TEMPO! Este cara tem o dom de às vezes nos roubar a experiência de ter estado em um lugar. Vendo hoje fotos de lugares onde estive há mais de 20 anos e que seriam lugares de uma única viagem, como a Escandinávia, seus fiordes e belas capitais, acho que se repetisse o passeio seria quase como se fosse a primeira vez!

Viagens diferentes também causam impressões diferentes. Ir a um lugar só ou acompanhada por amigos, é bem diferente de ir com um amor. E por este ponto de vista daria para fazer um repeteco de tudo! ;-)

Há várias cidades, tanto no Brasil quanto fora, que não esgotei. Cidades onde fiquei pouco tempo e não vi tudo o que gostaria de ter visto ou onde não tive uma experiência mais forte e, portanto, preciso de mais uma chance. Poderiam ser visitadas não como destino em si, mas como parte de um roteiro mais amplo. Exemplo: Munique, para incluir a rota romântica da Baviera. Madri, para ir até Toledo e arredores. Santiago, para visitar mais um pouco do Chile. Salvador, porque ainda não consegui sentir a cidade direito ;-)

Cidades onde gostaria de voltar: Montpellier pelo menos mais uma vez, porque passei uma temporada lá depois da faculdade e morro de saudades! Florença como base para um giro pela região. Roma, porque não explorei os arredores. Londres, porque é daquelas cidades onde uma visita nunca é igual à outra. Buzios, porque é deliciosa!

Algumas cidades são fáceis. As que ficam perto de casa, basta pegar o carro e possuem a incrível capacidade de nos oferecer uma enorme sensação de relaxamento, mesmo com toda a muvuca e trânsito para chegar até elas, como as praias do litoral Norte de São Paulo, incluindo Parati/RJ. Estas são para voltar sempre!

Paris. Foto de Lena Máximo.

Cidades onde eu iria várias vezes por ano se tivesse $$$$$: Paris, Paris, Paris, Paris! Nova York,  Rio de Janeiro, Buenos Aires.

Resumindo: acho que sou monótona! Não me importo em repetir lugares que gosto. E mesmo tendo muita vontade de conhecer países e continentes novos, se passasse o resto da minha vida tirando férias anuais para me esticar nas praias da Bahia, vagando pelo interior da França e da Itália, me emocionando em Paris, batendo perna em Nova York ou caminhando pelas ruas e praças de Ipanema e Leblon, eu já estaria feliz da vida!

 

 

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