July 19th, 2011 | Posted by abrindoobico

Antuérpia. Foto Lena Máximo.
Semanas atrás, numa tweeting conversation entre a Cláudia, Natalie, Carina, Patricia, Carmem e Marcie, surgiu a ideia de listar os lugares que cada uma considerava “viu-tá-visto”. Aí a conversa evoluiu e dedidiram fazer também uma segunda lista – com cidades ou países para onde voltariam sempre. Como a idéia parecia boa, uma comentou aqui, outra comentou ali… no fim, a notícia se espalhou e conquistou dezenas de adeptos. Diante disso, decidiu-se fazer uma blogagem coletiva.
Com a palavra, a Lena Máximo.
Quando vi por alto a conversa no twitter sobre cidades de uma vez só versus cidades de muitas vezes, que começou (acho) com as opiniões dos trips sobre Viena (onde muitos não querem voltar uma segunda vez), parei um minuto para pensar. Será que eu tenho alguma cidade na minha lista para onde não quero voltar de jeito nenhum? Hummm…. Assim de sopetão só conseguia pensar em uma: O Havre, na Normandia. Em Viena mesmo, eu estive uma única vez e acho que não fiquei nem 24 horas! Então não cheguei a esgotar a cidade e voltaria a ela com prazer, principalmente como parte de um roteiro englobando outras cidades que desejo conhecer. Na verdade, gosto de acreditar que voltarei a maioria dos lugares que visitei, mesmo aqueles de mais difícil acesso.
Aí pensei mais um pouquinho… Não valem aquelas cidadezinhas sem nenhum atrativo turístico, né? Daquelas onde a gente foi parar totalmente por acaso. Pensando então apenas nas cidades ou lugares onde fomos como destino e não de passagem, só porque estavam no meio do caminho. Acho que algumas simplesmente cortamos por causa da distância e do custo que significaria uma volta até aquele lugar repetido, quando poderíamos investir em um lugar novo com a capacidade de nos surpreender. Isso acontece principalmente com as cidades ou lugares que chamaria de “cenário” ou “cartão postal”. São lugares como Foz do Iguaçu, Lençóis Maranhenses, Amazônia, Pisa, Bruges, Fiordes Noruegueses, várias praias, etc. Foi, viu o cartão postal, tá visto. Será?
Eu não me importaria de ir novamente a Foz do Iguaçu, para acompanhar alguém querido. Mudaria um pouco o passeio ficando no hotel das Cataratas e fazendo aqueles passeios de bote que não fiz da outra vez. Os Lençóis Maranhenses eu considero um dos lugares mais especiais que existem. Adoraria voltar se não fosse tão longe e difícil de chegar. Poderia incluir uma área onde não estive da primeira vez, como Santo Amaro. Já a Amazônia é um lugar onde várias viagens são possíveis. Se da primeira vez passei por Belém (para onde iria de novo!), Marajó, Santarém, Alter do Chão e Alenquer, da próxima iria para Manaus e algum hotel de selva.

Trancoso. Foto Lena Máximo.
Quanto às praias, aí o critério é totalmente subjetivo. A princípio não voltaria a Galinhos, nem São Miguel do Gostoso, a não ser que fosse de passagem , no meio de uma “road trip” entre Natal e Fortaleza. Ou seja, não pegaria um avião de São Paulo para Natal apenas para passar uns dias em Galinhos. Mas pegaria MIL vezes um vôo para Porto Seguro, apenas para ir a Trancoso e Arraial d´Ajuda. Tipo do lugar onde não precisa ter nada para fazer; a contemplação basta! Seja da paisagem, seja do Quadrado ou da lua que nasce atrás da igreja
Aruba seria um lugar que viu tá visto. Mas e aquele mar azulzinho tão mais perto de casa do que o Oceano Indico ou Pacífico? Iria de novo e incluiria Curaçao e Bonnaire, onde não fui da primeira vez. Voltaria também a Fernando de Noronha, Pipa, Maceió, rota ecológica e talvez a Jeri, que amei, mas é meio longe e difícil de chegar. Mas com certeza ela seria cotada para um réveillon especial!
Às vezes, cidades que não eram nada simplesmente acontecem! Caso de Tiradentes, por exemplo. Fiz o circuito das cidades históricas de Minas há muitos anos. Beeem turisticamente falando. Adorei Tiradentes, mas passei apenas algumas horas ali. De lá pra cá, Tiradentes passou a ter Festival de Cinema, Festival de Gastronomia, etc. etc. Claro que gostaria de voltar, mas da próxima vez quero ficar lá. Nada de sobe e desce em ônibus para ver 5 cidades!
Quando morei no Texas como estudante de intercâmbio, tive oportunidade de passar uns dias em San Antonio, que eu nunca tinha ouvido falar e adorei! A cidade é uma belezinha, mas nunca pensei que um dia eu voltaria a pisar naquele Paseo Del Rio. Mas não é que muitos anos depois, fui visitar um casal de amigos em Dallas (outra de uma única vez) e acabamos indo passar o réveillon em San Antonio? Ou seja, coisas acontecem… Não precisaria ter voltado e a cidade não me pareceu nem um pouco diferente, mesmo 17 anos mais tarde.
Porém, já me aconteceu de voltar para uma cidade onde absolutamente não tinha nenhuma intenção de voltar, mesmo tendo gostado bastante da primeira vez, e experimentar uma sensação bem diferente. Ninguém pensaria em voltar uma segunda vez a Saint Paul de Vences, exatamente por ser um cartão postal, um presépio. Eu voltei, após 17 anos e me surpreendi novamente! Achei muito diferente. O tempo quando não muda os lugares, muda a gente!
A propósito, o TEMPO! Este cara tem o dom de às vezes nos roubar a experiência de ter estado em um lugar. Vendo hoje fotos de lugares onde estive há mais de 20 anos e que seriam lugares de uma única viagem, como a Escandinávia, seus fiordes e belas capitais, acho que se repetisse o passeio seria quase como se fosse a primeira vez!
Viagens diferentes também causam impressões diferentes. Ir a um lugar só ou acompanhada por amigos, é bem diferente de ir com um amor. E por este ponto de vista daria para fazer um repeteco de tudo!
Há várias cidades, tanto no Brasil quanto fora, que não esgotei. Cidades onde fiquei pouco tempo e não vi tudo o que gostaria de ter visto ou onde não tive uma experiência mais forte e, portanto, preciso de mais uma chance. Poderiam ser visitadas não como destino em si, mas como parte de um roteiro mais amplo. Exemplo: Munique, para incluir a rota romântica da Baviera. Madri, para ir até Toledo e arredores. Santiago, para visitar mais um pouco do Chile. Salvador, porque ainda não consegui sentir a cidade direito
Cidades onde gostaria de voltar: Montpellier pelo menos mais uma vez, porque passei uma temporada lá depois da faculdade e morro de saudades! Florença como base para um giro pela região. Roma, porque não explorei os arredores. Londres, porque é daquelas cidades onde uma visita nunca é igual à outra. Buzios, porque é deliciosa!
Algumas cidades são fáceis. As que ficam perto de casa, basta pegar o carro e possuem a incrível capacidade de nos oferecer uma enorme sensação de relaxamento, mesmo com toda a muvuca e trânsito para chegar até elas, como as praias do litoral Norte de São Paulo, incluindo Parati/RJ. Estas são para voltar sempre!

Paris. Foto de Lena Máximo.
Cidades onde eu iria várias vezes por ano se tivesse $$$$$: Paris, Paris, Paris, Paris! Nova York, Rio de Janeiro, Buenos Aires.
Resumindo: acho que sou monótona! Não me importo em repetir lugares que gosto. E mesmo tendo muita vontade de conhecer países e continentes novos, se passasse o resto da minha vida tirando férias anuais para me esticar nas praias da Bahia, vagando pelo interior da França e da Itália, me emocionando em Paris, batendo perna em Nova York ou caminhando pelas ruas e praças de Ipanema e Leblon, eu já estaria feliz da vida!
Participam dessa Blogagem Coletiva:
Abrindo o Bico
Agora Vai Mesmo
Aprendiz de Viajante
Área de Jogos da Dri
Big Trip
Blog da Nhatinha
Boa Viagem
Caderninho da Tia Helô
Colagem
Cristomasi
Croissant-Land
De uns tempos pra cá
De volta outra vez
Dicas e Roteiros de Viagens
Dividindo a Bagagem
Donde Ando? Por aí.
Dri Everywhere
Edu Luz
Filigrana
Flashes por Si
Guardando Memórias
Inquietos Blog
JB Travel
Jr Viajando
Liliane Ferrari
Ladyrasta
Mi Blogito
Mala de Rodinhas e Necessaire
Mauoscar
Mikix
Olhando o Mundo
O que eu fiz nas Férias
Pela Estrada Afora
Pelo Mundo
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Rezinha Por aí
Rosmarino e Outros Temperos
Sair do Brasil
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Turomaquia
Uma malla pelo mundo
Uno en cada lugar
Viagem pelo Mundo
Viaggiando
Viajar e Pensar
Viagem e Viagens