Reunião de família em San Diego

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Semana passada, uni o útil (viajar!) ao desagradável (trabalhar! OK, tô brincando) e fui para San Diego. Cidade que, se alguém não sabe, fica muuuiiiito longe de New York: são 6:40hs de vôo e um fuso de 3 horas.

Uma boa dica, que aliás vale pra qualquer lugar que você decida visitar, é ter o Brian e a Bettina por lá. Explico: é um casal de amigos de minha filha que mora lá e se propôs a me ciceronear.  Os coitados não contavam com o fato de a cinquentona aqui acordar cedo, dormir tarde, e querer ver tudo.

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San Diego ocupa a posição de 7a. maior cidade dos EUA mas, por ser muito espalhada, tem o ar de uma pequena cidade do interior. Cada uma de suas áreas tem características e charmes próprios, e todas valem a visita.

Num mesmo dia você consegue estar no litoral, no deserto, e nas montanhas.

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Comecei meu passeio pelo Old Town, recomendação da Lu Betenson. Apesar dos muitos restaurantes e barzinhos, o que mais me chamou a atenção – e me empobreceu consideravelmente – foram as várias lojas de artesanato.

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A proximidade com a fronteira do México traz  diversidade e cor à cultura local. E bote cor nisso.

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Fica em Old Town a primeira escola construída em San Diego (1865), muito bem conservada – exceto (cala-te, boca) pela recepcionista : ela poderia tranquilamente passar por uma boa reforma.

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La Jolla ( diz-se lahóia) é um lugar adorável: praias maravilhosas, lojas e restaurantes sofisticados, e as residências mais incríveis.

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E foi lá que tive a primeira de várias reuniões com a família.

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Em seguida, seguindo pelo litoral, chega-se a Pacific Beach, Mission Beach, e  a outras tantas Beaches que infelizmente não tive tempo de conhecer.

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Mas o que eu não poderia deixar de fazer, porque nunca tinha feito, era visitar o deserto. Infelizmente, devido à limitação de tempo, não pude ir até o deserto de Mojave, que está na minha lista de “to see” há vários anos. Mas foi igualmente belo conhecer o Anza-Borrego Desert State Park, que fica a 2 horas de carro por uma estradinha tão cheia de curvas que, quando você finalmente percebe a mudança na paisagem, você acha que está sonhando.

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A vegetação, belíssima.

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Em Downtown, onde fiquei, estão os grandes hotéis, escritórios, o GasLamp District (coalhado de restaurantes das mais diversas nacionalidades, inclusive uma churrascaria brasileira, O Rei do Gado, cujo dono é….coreano!).
Fica também em Downtown o Harbor de San Diego, com o Aircraft Carrier Museum e o Maritime Museum. E o Seaport Village, outro centrinho repleto de restaurantes e lojinhas – e onde consegui aumentar signficativamente minha já extensa coleção de patrícios.

Monumento dedicado a Bob Hope pelo exército Americano

Monumento dedicado a Bob Hope pelo exército Americano

Last but not least, o lugar de que mais gostei: Balboa Park. Um dos vários parques dessa cidade repleta de áreas verdes, ele foi reestruturado em 1915 para abrigar uma exposição comemorativa do término da construção do Canal do Panamá.  Assim como a Museum Mile em New York, a Avenida El Prado também abriga os melhores museus da cidade.

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Ah, uma curisosidade: este parque já foi cenário de muitos filmes, sendo o mais famoso deles “Citizen Kane” de Orson Welles.

Pra quem gosta de golfe, San Diego é um prado cheio, quer dizer, um prato cheio: são mais de 60 campos. Pra quem não gosta, como eu, você nem percebe que eles existem: na verdade, não vi nenhum. Ou só vi verde.

No últmo dia, a despedida da família, e a certeza de que voltarei para outras reuniões.

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Meu único consolo foi ver que  levei meu casal de guias à exaustão física…e eles têm apenas 30 aninhos! Quer dizer, a cinquentona deu o maior baile. O que eles não sabem entretanto é que, depois que me deixaram no  hotel, eu nunca mais consegui me mexer…

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Obrigada, Bettina e Brian.

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Ship happens.

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Se foi um iceberg que impediu o Titanic de chegar a New York, foi a falta de espaço que até hoje tinha mantido a cidade fora do roteiro da exposição Titanic: The Artifact Exhibition.

Com a abertura do Discovery Times Square Exposition Center, o problema foi resolvido. A exposição do Titanic, considerada a mais extraordinária do planeta, já abriu suas portas para hordas de turistas e para um número provavelmente igual de novaiorquinos.

O novo espaço, “escavado” na antiga casa das máquinas do venerando New York Times, tem 60.000 square feet. OK, 5.600 metros quadrados. O objetivo do novo centro é trazer conhecimento através de mega-exposições como a do fatídico transantlântico.

A exibição vai fazer fazer com que você volte a 1912, embarque como um passageiro, e explore a magnífica reconstrução do interior do navio. E, ao fazer isso, você vai interagir com passageiros e membros da tripulação, e vai descobrir como o navio “inaufragável” encontrou o seu triste destino. E durante todo o tempo, vai cruzar com instrumentos de bordo e objetos pessoais resgatados do fundo do mar. A maioria deles mostrada pela primeira vez: jóias, porcelanas, documentos, roupas, etc.

E pra fazer seu coração pulsar mais forte ainda, você vai pode ver a recriação da famosa escadaria do navio – exato, aquela onde você já viu desfilarem o Leonardo e a Kate.

Info prática: O Discovery TSX (o que é que não se abrevia neste país?!) fica no antigo prédio do New York Times: rua 44, entre a 7a. e a 8a. avenidas. E está aberto todos os dias das 10 às 10.

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A semana em que New York ficou mais doce.

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Lembra quando a Mel e o Fabio vieram pra New York passar uma semana? E que prometeram um relatório incrível? Promessa cumprida. Com a palavra, o Fabio da Mel.

Em nossa segunda visita a Nova York, o tempo nublado pode ter deixado a cidade menos fotogênica, mas a impressão geral foi muito superior. Ok, eu sei que dólar custando a metade e o tempo mais ameno ajudam bastante, mas acho que foi encontrar pessoas mais agradáveis, leves e felizes que chamou mais a atenção. Pros nossos olhos, parece que Nova York se “californizou” um pouco.

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Você pode sempre ter Nova York engatilhada como opção de férias, mas tenha claro que, definitivamente, não é uma cidade para descansar! Tínhamos uma semana inteira e bem menos “obrigações” do que na primeira vez, e nossos dias foram deliciosamente preenchidos com uma variedade incrível de atividades. Quer ter uma ideia? Segura e vamos!

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Numa viagem repleta de pontos altos, shows foram destaque: abrimos os trabalhos com o jazz de Jane Monheit no tradicional Blue Note, marcamos presença na Broadway com o original, lúdico e inesquecível Lion King, e fechamos a estada desfrutando o Swan Lake do American Ballet em pleno Metropolitan Opera.

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Bater perna pela cidade é um dos grande programas, e é admirável encontrar cada vez mais espaços públicos: novas praças e parques são criados onde é possível, e muitos térreos dos prédios são abertos aos visitantes como um refúgio na extensão da calçada. Nas ruas, ciclovias cada vez mais presentes brindam os simpatizantes das duas rodas.

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Revisitamos o Metropolitan Museum, o Guggenhein e conhecemos o MoMA. Percorremos o novo High Line Park. Pedalamos 25km contornando Manhattan e por dentro do Central Park. Cruzamos a ponte do Brooklin e andamos a pé, ônibus, taxi e metrô por todos os lados. E reincidimos no Soho, no Battery Park, na Washington Square e no Bryant Park, que a gente sempre dava um jeito de colocar no nosso caminho.

Lojas, praticamente todas “on sale”, foram visita obrigatória. E bons restaurantes pontuaram nossa semana: italianos, marroquino, chinês – muitos com a companhia deliciosa da Marcie e do Ciro, que além de nos acompanharem nos shows ainda nos receberam em casa numa noite muito, muito agradável.

Em uma palavra: in-ten-si-da-de!

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Nova York se oferece de tantas e maravilhosas maneiras que os dias sempre serão poucos, e não tem como evitar uma certa crise de ansiedade. Nos final da viagem a cidade fervia, um céu azul dava as caras e havíamos encontrado um delicioso equilíbrio: aqueles dias de sincronia e ritmo perfeitos, que demora um pouco pra chegar e que são os mais prazerosos.

Posso falar? No fim eu realmente precisava desesperadamente mais um ou dois dias. Ou duas semanas. (Tá bom, eu não queria mais ir embora!)

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Mas Nova York – e os amigos que lá ficaram – é pra se voltar sempre, pra rever com boa frequência. E sair de lá com um forte gosto de “quero mais” só traz mais urgência para uma nova visita. (Da minha parte, já não vejo a hora da próxima!)

PS: Não tem como terminar sem nosso reconhecimento à Marcie e ao Ciro, que nos receberam com uma atenção e disponibilidade surpreendentes. Mais do que dicas preciosas, nos encheram de carinho e colaboraram de forma definitiva para que esta viagem se tornasse ainda mais especial. À companhia tão extraordinária e que deixou fortes saudades, fica aqui registrado o nosso imenso agradecimento!

Mel e Fabio, somos nós que agradecemos. Voltem always!

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Casting in the city

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Se você, assim como eu, também é fã da série Sex and the City e – principalmente – se você é o que se poderia chamar de “um tipo especial” ainda é tempo de sair correndo: o casting para o novo filme começou hoje no  the Metropolitan Pavilion, na 125 West 18th Street, entre 6th & 7th Avenues .

Os produtores estão em busca de tipos particulares. Por exemplo: de quem seja ou pareça ser uma milionária socialite. De quem tenha cara de estrangeiro. De quem seja muito alto, muito baixo, muito bonito, muito feio… Enfim, de quem seja portador de algum diferencial marcante. Mas não é só, é claro. On top of it, tem que ter talento: saber cantar, dançar, interpretar, etc. Se esse é o seu caso, corra pra lá (mas cuidado com o salto 15!).

E se, depois de enfrentar fila, sede, fome e ausência de banheiro, você for escolhido(a), maravilha! Quem sabe sua pontinha não se transforme numa participação mais relevante e você não acabe descoberto pela midia ou por algum talent scout de Hollywood. Se isso acontecer, num futuro discurso de agradecimento (por um prêmio recebido por um filme onde finalmente lhe permitam abrir a boca) não esqueça de mencionar que tudo comecou com essa dica do Abrindoobico.

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Todos no mesmo barco.

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A Paula , o Mauricio, e Cia. Ltda. vieram passear em NY. E, de todos os passeios pra fazer nesta cidade, nenhum supera o de barquinho – imagino que vocês já tenham percebido minha predileção aquática….  Mais ainda um passeio desses, feito ao “tarde” entardecer do verão americano. Então, a Paula comprou bilhetes no New York City Watertaxi para um roteiro que começa e termina no Pier 17 – aquele onde tem sempre o maior buxixo. E lá fomos nós…

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Esse passeio, que custa $25.00 e dura aproximadamente 90 minutos, faz uma meia voltinha na ilha: sai do East River, dá uma entradinha no Hudson River, fica um tempinho parado na Estátua da Liberdade – onde a tripulação faz questão de ajudar todo mundo a tirar as melhores fotos possíveis –  retoma o East River e sobe até o decadente prédio da ONU oferecendo ângulos incríveis para fotos do BMW.  Não, não o carro.  BMW é a fórmulação mnemônica das três primeiras pontes do East River: Brooklyn, Manhattan e Williamsburg.

 

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Nossa sorte é que tínhamos tido tempo de conversar antes do passeio. Sim, porque como em quase todo programa turístico nesta cidade, o barco tinha um “animador”.  Um cara com um fôlego invejável que não parou de falar enquanto não contou – em verso e prosa – a história de NY inteirinha.  I-n-t-e-i-r-i-n-h-a e aos berros! E todos gostaram, menos nós. Eu topava tranquilamente pagar um pouco mais pra poder curtir o passeio em silêncio. Mas americano é assim: eles acham que precisam acrescentar emoção à emoção natural que todos já sentíamos.

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Mas resistimos bravamente ao desagradável “atrapalhador” e não o deixamos estragar nosso passeio – muito menos a alegria de ter mais uma VnVzinha aqui em NY.

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Who’s next?

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