Com vocês, o New York summer.

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NY-Pier17

A programação começou no Memorial Day de uma maneira, eu diria, não muito festiva: um concerto no Green-Wood Cemetery do Brooklyn (onde estão enterrados grandes nomes da música, entre eles Leonard Bernstein).  E deverá prolongar-se até o Labor Day (2 de setembro).

 

As praias da cidade já abriram, embora o trabalho de reconstrução ligado ao furação Sandy continue. As piscinas, entretanto, só passam a funcionar no fim do mês, quando também começam as férias escolares.

 

Os festivais de comida já estão na fase de kick-off. A começar do Taste of L.I.C, um fund raiser com food & drink dos melhores fornecedores de Long Island. E em Manhattan, dia 24 de agosto, tem o Blues BBQ no Hudson River Park, Pier 84.

 

E toda semana, o já tradicional Smorgasburg no Brooklyn Waterfront: sábados em Williamsburg, e domingos na Tobacco Warehouse, no Brooklyn Bridge Park, uma área conhecida como Dumbo.

 

No South Street Seaport, até 20 de outubro, você pode embarcar numa escuna de 1885 e dar uma volta pelo East River.

 

Outro passeio é Governors Island, aberta só nos fins de semana e feriados. E não é só passeio, não. Dias 15 e 16 de junho, e 17 e 18 de agosto tem a Jazz Age Lawn Party, com música, dança e cardápio que vão levar você de volta aos anos 20. Outro concerto na ilha acontece dia 22 de junho: é a abertura do Rite of Summer.

 

Ainda não completamente recuparada do furacão, a famosa Lady Liberty também reabre dia 4. Melhor reservar com bastante antecedência, pois o controle de bolsas e equipamentos promete ser rigoroso.

 

No meio de junho, começa também o River to River Festival. É tanta coisa acontecendo embaixo desse título que é melhor consultar o website. Só adianto que as atrações vão de 15 de junho a 14 de julho.

 

Como não falar do Shakespeare in the Park? Até 30 de junho, grandes obras do William (que íntima!) no Central Park. Alem do SummerStage, que é uma outra série de concertos no mesmo local.

 

No Prospect Park do Brooklyn, rola o Celebrate Brooklyn que, entre outros eventos, dia 13 de julho vai exibir o clássico Drácula de 1931 com trilha ao vivo do Philip Glass Ensemble.

 

E os eventos continuam! Uma longa lista da qual vou citar mais um: o Out of Doors Concert Series do Lincoln Center, começando 24 de julho. O festival comemora os 40 anos do Kronos Quartet. E vai até 10 de agosto. Mais um ainda? O celebérrimo cinema ao ar livre do Bryant Park, de 17 de junho a 19 de agosto.

 

Já está anunciado também o evento que deverá fechar o verão (ué, mas nem abriu ainda!). Vai ser na Randall’s Island: Electric Zoo Festival, com os maiores nomes da electronic dance music. Dias 30 e 31 de agosto; e 1º de setembro.

 

Lembro os leitores que essa lista é apenas exemplificativa. Mesmo porque não há espaço para cobrir tudo o que vai acontecer nos cinco boroughs de NYC até o dia 2 de setembro. O abrindoobico, entretanto, vai continuar atento. Fique atento ao abrindoobico.

 

Via Moscou, a Ucrânia chega ao Soho.

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Borsht

Taras Bulba é um restaurante ucraniano fundado em Moscou no final dos anos 90. A casa fez tanto sucesso que o proprietário acabou abrindo 16 filiais, todas elas na capital russa. E, quando Moscou ficou pequena demais, ele abriu em Kiev. E agora, um pouquinho mais longe da cidade natal: na West Broadway, bem no coração do Soho.

 

Com 18 endereços, o Taras Bulba, cujo nome vem de um livro de Gogol, é considerado uma cadeia de restaurantes. Um fast food meio diferente. E acho que é assim mesmo que o Bulba (que intimidade!) deve ser encarado. Com informalidade. A casa é simples e pequena: decoração em madeira, tapetes rústicos, objetos típicos da Ucrânia, etc. Sem firulas.

 

Mesmo porque o que interessa é o cardápio. Ou melhor, a cozinha! E por que meu entusiasmo? Porque tem borscht, vareniki, pierogi, pelmeni, etc. Todos eles, pratos que frequentavam a mesa de casa com certa frequência. Tomara que no Bulba eles também sejam bons! Não só porque é mais uma opção, mas principalmente porque fica bem mais perto do que Brighton Beach. :wink:

[ Foto Dreamstime®]

 

Shopping & Eating.

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DavidBurke3

Todo mundo sabe que duas das melhores coisas pra fazer em New York são comprar e comer. Por que então não juntar uma com a outra? Foi o que fizeram os department stores décadas e décadas atrás: criaram o clássico department store lunch. Aí o tempo passou, o consumo se massificou, a informalidade tomou conta do pedaço… e o que era um ritual civilizadíssimo acabou meio esquecido ou banalizado.

 

Mas ainda é possível recuperar um pouco do antigo clima. Começando, é claro, pela Bergdorf Goodman, agora ainda mais na moda com o documentário Scatter My Ashes at Bergdorf’s. São duas as alternativas na BG: o restaurante do 7º andar, com vista para o Central Park, e o Café no basement que, diga-se de passagem, costuma ser o preferido.

 

Em segundo lugar, vejam vocês, vem a Macy’s com o restaurante que o abrindoobico já tinha resenhado (existe o verbo?!): o Stella 34. Ambiente novo, mas com modos antigos. Em terceiro, mais por tradição do que por qualidade (é o que dizem…) vem o Café SFA da Saks 5th Avenue. A vista, pelo menos, pode ser muito gratificante: os jardins suspensos do Rockefeller Center.

 

Algo com mais fashion? O Armani Ristorante na Giorgio Armani Store, sempre da 5a. avenida. Algo com mais bling ainda, embora pouco conhecido? O Café Kristall na Svarovski Crystallized, na Mercer Street. Baixando um pouco a bola, você tem o ABC Cocina, na ABC Carpet and Home. Além do Sarabeth’s Café, na veneranda Lord & Taylor.

 

Da Bloomingdale’s nem precisaria falar, mas também não podemos deixar de fora. Das três ou quatro alternativas, eu ficaria com o badalado David Burke do térreo ou o Flip do basement.

 

Quer dizer, ninguém focado em shopping precisa passar fome por causa disso. As alternativas, como se vê, são muitas. E se não der mesmo para sentar entre uma compra e outra, ou entre uma loja e outra, tem sempre os carrinhos-salvadores em praticamente qualquer esquina. Um rápido cachorro quente, além de também ser essencialmente new yorker, não mata ninguém. Só mata sua fome.

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